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terça-feira, 15 de agosto de 2017

A espiritualidade do descanso

Durante muitos anos eu julguei que esse mandamento de Jesus era para os outros, não para mim. Então pus-me a trabalhar na intenção de “remir o tempo, pois os dias são maus”.

O que somente a experiência revela é o seguinte:

1. Jesus viveu apenas 3 anos de intenso ministério e ainda assim julgou que era preciso parar e se separar do bulício da vida e das necessidades humanas a fim de repousar, de comer em paz e de renovar as forças do ser.

2. Sendo Ele quem era, ainda assim, não brincou com a encarnação. Trata-se de Deus respeitando os limites da condição humana.

3. Desse modo fica-se sabendo que nem Deus em Cristo prescindiu da necessidade do repouso. E as implicações disso são óbvias e simples: mesmo a mais genuína e legitima espiritualidade não pode prescindir dos limites do corpo e da alma. Portanto, qualquer projeto de espiritualidade que pretenda existir acima da condição humana está fadado ao fracasso e à doença!

No arroubo da juventude, estimulado pela energia missionária de potro, corri como quem tinha que salvar o mundo inteiro, e cansei...

As conseqüências são inevitáveis:

1. O coração perde o ardor não por falta de amor, mas por absoluta necessidade de energia.

2. Vivendo extenuado, tudo se torna pesado. E nada é mais stressante que o ministério, se vivido com paixão, calor e intensidade.

3. A alma cansada pede férias. E, muitas vezes, pede férias até mesmo do ministério. O que vem na seqüência é que já não se sabe mais se se está cansado pelo cansaço ou se se está cansado do ministério.

4. O próximo passo é que toda a pilantragem que nos circunda vai fazendo o coração cansado achar que está perdendo tempo, malhando em ferro frio, e, então, surge o marasmo, a descrença e a tristeza.

5. Cansaço deprime, esgota e des-romancia a alma. Então, vem a falência dos ideais e inicia-se o processo de trabalhar mecanicamente.

6. O fim disso é imprevisível. Uns adoecem psicologicamente. Outros anestesiam-se a fim de continuar “empurrando com a barriga”. E outros ainda, caem no caminho da auto-indulgencia, pois, se tudo é tão ruim, por quê não dá a si mesmo um pouco de auto-compensação?

(....) É nessa paz de poder ser de Deus e servi-Lo sem messianismo de nenhuma natureza que quero viver!

Que Deus abençoe você!

Nele,

Caio

( Escrito em 2003 )

sábado, 5 de agosto de 2017

Judeus marcham em Jerusalém e reivindicam construção do Terceiro Templo

Milhares de israelenses se reuniram na Cidade Velha de Jerusalém na noite da última segunda-feira (31) - que marca o início do jejum judeu de Tisha B'Av, que lembra as destruições do Primeiro e Segundo Templos - marchando em volta dos muros de Jerusalém. Eles também manifestaram seu anseio pela construção do Terceiro Templo.
A manifestação ocorre todos os anos desde 1994, mas foi quase cancelada pela polícia neste ano, devido aos temores da violência árabe (palestina). Apesar das informações recebidas pela polícia de publicações de palestinos no Facebook para "Impedir que os colonos caminhem pelo Muro das Lamentações", o Comandante do Distrito da Polícia de Jerusalém, Yoram Halevi, decidiu não impedir que o evento tradicional ocorresse.
Os organizadores da tradicional marcha e o grupo de co-fundadores 'Women in Green' ('Mulheres de Verde'), Nadia Matar e Yehudit Katzover, aprovaram a decisão da Polícia.
"É corajoso, moral e é o óbvio a ser feito", disseram. "Isso mostra que a polícia não se submete ao terrorismo. Qualquer lugar ameaçado pelo terrorismo deve ser fortalecido e protegido pela polícia".
A noite começou com uma leitura conjunta de "Eicha" (Lamentações) no Parque da Independência, e continuou com os participantes marchando em torno dos muros da Cidade Velha até o Portão do Leão, onde os discursos foram proferidos pelo vice-ministro da Defesa, MK Eli Ben Dahan (Jewish Home), MK Yehuda Glick (Likud) e Yishai Fleisher, porta-voz internacional da comunidade judaica de Hebron.
MK Glick, um notável ativista do Monte do Templo, focou seu discurso sobre os recentes ataques terroristas que abalaram Israel.
"No ano passado, a polícia pagou um preço muito alto. Cinco policiais foram mortos aqui", disse ele. "Chegamos à raiz de tudo, o Monte do Templo".
Glick observou o aumento acentuado de visitantes judeus no Monte do Templo. Chamando-o de um milagre, juntamente com a retomada dos assentamentos da Judeia e Samaria.
O vice-ministro da Defesa, Eli Ben Dahan, ecoou as observações de Glick, dizendo que "todos os que vieram hoje esta noite provaram com seus pés que querem o Templo de volta - e rapidamente".
Ben Dahan também convocou o governo a fazer a oração judaica possível no Monte do Templo. "É inaceitável que todos possam orar aqui, exceto os judeus", disse ele.
Embora o Monte do Templo seja considerado o local mais sagrado do judaísmo, os judeus ainda não podem orar no local por causa de ameaças de violência muçulmana (palestinos e outros povos árabes).
Funcionários do governo que participaram da marcha notaram que o povo de Israel está buscando muito mais do que o direito de orar no topo de um Monte do Templo ocupado pelos muçulmanos. Eles querem a construção do Terceiro Templo.
FONTE: ISRAEL TODAY

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Aos 92 anos, ex-presidente dos EUA ainda dá aulas na escola dominical de sua igreja

A idade avançada ainda não é o suficiente para fazer com que o ex-presidente Jimmy Carter deixe de desenvolver o ministério que move o seu coração em sua igreja: ensinar sobre a Bíblia na escola dominical.
O jornalista e autor cristão David Schechter relatou em uma publicação para o site 'Charisma News' - no qual contribui como colunista - sobre a alegria de poder assistir uma aula ministrada por Carter.
Segundo Schechter, no domingo em que ele compareceu à igreja para assistir à aula ministrada pelo ex-presidente, centenas de outras pessoas também estavam ali por este mesmo motivo.

"Esperando nos bancos estão muitos dos 130 membros da Igreja Maranatha, juntamente com algumas centenas de visitantes de todo os Estados Unidos e três mulheres jovens chinesas, sentadas à nossa frente", contou o jornalista.

"Poucos minutos depois de 9h50, Jimmy entra, com o rosto suave, sorrindo, e de microfone na mão", acrescentou. "Hoje, diz ele, estaremos revendo 'uma das seções mais difíceis da Bíblia".
Segundo David Schechter, com simplicidade, Carter perguntou se havia pastores ou missionários presentes e três pessoas se colocaram de pé. Então o professor pediu a um deles que fizesse a oração inicial.

O jornalista contou que antes de iniciar a ministração do conteúdo da aula - sobre o livro de Ezequiel, no Antigo Testamento - Carter falou sobre seu estado de saúde, abordando um colapso que sofreu devido a uma desidratação com certo bom humor.

"Eu tive um tratamento excelente no Canadá... de forma gratuita', diz Carter, provocando risos, 'mas meus médicos de Atlanta me fizeram usar um monitor cardíaco - o que torna o sono incômodo", contou David.

Já se voltando para o conteúdo da aula, Carter lembrou que o profeta Ezequiel surgiu como um "mensageiro de más notícias", enviado por Deus para dizer aos israelitas que são responsáveis ​​por suas tribulações, por sua deslealdade e então o professor alertou a classe sobre o peso da responsabilidade pessoal em suas decisões.

"Carter sugere redefinir o que constitui uma vida bem-sucedida. 'Que tipo de pessoa eu quero ser?'; 'Tomamos decisões sobre o tipo de pessoa que queremos ser e como queremos viver o resto de nossas vidas", contou David citando as palavras do professor.

David contou que o final da aula de Carter se focou em alertar os alunos sobre a única forma de alcançar uma vida "plena, frutífera, feliz e pacífica": se entregar a Jesus e caminhar com Ele.
Segundo o jornalista, assistir à aula de Carter, além do fato de ser ministrado por uma boa reflexão, também serviu como uma agradável surpresa, de ver que um ex-presidente de 92 anos ainda se coloca à disposição do Reino para ensinar sobre a Bíblia em sua igreja.

"Este ex-presidente não autárquico, de construção de casas, de eleições, de erradicação de doenças também ensina na igreja em vários domingos, diante de centenas de visitantes, que, como nós, partem dali nada menos que impressionados", finalizou.

FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DO CHARISMA NEWS


segunda-feira, 31 de julho de 2017

quinta-feira, 27 de julho de 2017

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Luta de judeus e muçulmanos no Monte do Templo deixa dezenas de feridos

A disputa pelo controle do Monte do Templo, local considerado sagrado para judeus, cristãos e também muçulmanos está mais acirrada depois dos últimos atentados. Na sexta-feira passada (14), dois soldados israelenses foram mortos e um ficou gravemente ferido no acesso principal ao santuário. 


O governo de Israel bloqueou o acesso e instalou um sistema de câmeras e detectores de metal no último domingo. A medida gerou uma reação violenta da comunidade islâmica. Durante os vários protestos nesta terça-feira (18), mais de 30 pessoas ficaram feridas após confrontos com as forças de segurança israelense.
Segundo a imprensa, o incidente teve início próximo do local em que muçulmanos faziam suas orações nas ruas, como protesto contra a decisão das autoridades de instalar os detectores de metais.

O porta-voz da polícia revelou que cerca de 100 manifestantes jogaram pedras e coquetéis molotov e as autoridades revidaram, aumentando o conflito que acabou com dezenas de feridos.

Líderes religiosos islâmicos estão pedindo que os fiéis não se “submetam” a Israel. Muitos estão usando o argumento que a UNESCO lhes garantiu o direito de proclamar o local como propriedade apenas de islâmicos.

Hoje é o quinto dia seguido de manifestações no centro da Cidade Antiga de Jerusalém e as autoridades temem uma “explosão” de violência após o grupo terrorista palestino Hamas convocar todos os islâmicos para “um dia de fúria” no local.
Atendendo ao pedido do grande mufti islâmico de Jerusalém, todas as mesquitas da cidade ficarão fechadas nesta sexta-feira (21), fazendo uma convocação para que todos os muçulmanos façam suas orações no Monte do Templo, algo que poderá causar mais violência.
No alto do Monte do Templo fica hoje a Esplanada das Mesquitas, terceiro local mais sagrado do mundo para os muçulmanos e que, embora fique no centro de Jerusalém, oficialmente está sob o controle da Jordânia. Para muitos judeus, o monte, que abrigou as duas versões do Templo de Salomão deveria ser retomado pelo governo, dando espaço para a construção de um Terceiro Templo.
A questão já tomou proporções internacionais, quando o Ministro das Relações Exteriores jordaniano Ayman Al Safadi pediu que a Rússia intervisse para impedir que Israel fechasse o acesso. Ao mesmo tempo, o rei Salman bin Abdulaziz, da Arábia Saudita pediu que os Estados Unidos tomasse providências para que a situação não saísse do controle e escalonasse para uma guerra.
O primeiro-ministro palestino, Rami Hamdallah, classificou a instalação dos detectores de metal de uma “medida perigosa que dará lugar ao questionamento da nossa liberdade de culto”. Com isso, o Egito passou a exigir que Israel retire os detectores de metais e reabra o pleno aceso dos islâmicos.
Fonte: Gospel Prime / com informações de Times of Israel 

terça-feira, 18 de julho de 2017

Quando somos bombardeados por pensamentos e sentimentos depressivos

"Elias, foi sentar-se embaixo de um pé de zimbro e pediu a morte"   I Reis 19:4
O profeta Elias, estava desanimado, angustiado e cheio de dúvidas, ameaçado de morte, fugia da terrível Jezabel. O seu lugar de parada foi no deserto, debaixo de um pé de zimbro, onde desejou a morte. Como entender como alguém de relacionamento tão íntimo com Deus, chegue a tal situação? Haveria Deus se esquecido dele? Como encontrar a saída em meio a esse processo de autodestruição?

Elias, não foi o primeiro, e não será o único a ser assaltado por esse sentimento. Em todos os nossos dias, desfrutamos e vivemos em razão da misericórdia e fidelidade divina. No entanto, quando as tribulações e dificuldades batem à nossa porta, muitas vezes, nos esquecemos da infalibilidade e fidelidade divina. Mesmo sendo um amigo de Deus, Elias, de repente, viu tudo conspirar contra. Parecia entregue a própria sorte, abandonado e esquecido por todos. Se achou sem forças – não via mais razão para lutar, para viver as promessas que Deus havia lhe feito – baixou a guarda, se entregou a derrota, pois não via mais sentido no seu viver.

A depressão do profeta era tão grande que só queria dormir e, se possível, não acordar nunca mais: "E deitou-se e dormiu debaixo do zimbro; eis então que o anjo o tocou, e lhe disse: levanta-te e come"   I Reis 19:5.

Em meio a nossa incapacidade, nosso interior esfacelado, nossos conflitos internos, Deus continua nos vendo, nos visitando, trazendo alimento e nos encorajando. Elias estava certo de que era o único naquela situação. Deus, pacientemente, revela a ele que existiam mais sete mil homens na mesma situação em que ele se encontrava: ameaçados de morte, fugindo de Jezabel. Não somos os únicos a passar por tribulações, existem milhares de pessoas em situação igual ou pior que a nossa.

Talvez, Elias desejasse comer e dormir para sempre, mas, é impossível, permanecer inerte, quando Deus nos fala fazendo-nos saber que está conosco. Quando Ele fala, tudo se transforma. Não se intimide pelas ameaças e dificuldades do cotidiano. Coma e beba no "zimbro", se refaça, descanse, mas ao fim do processo, se levante e não desista; ainda não é o fim. A jornada do profeta ainda era longa – talvez a sua também seja.

O profeta teve um final feliz. Ele venceu em vida, mesmo com todas as suas falhas. Conosco, não é diferente. Deus nos ama mais do que nossa finita mente possa alcançar. Ele não quer que desistamos, mas que em todo tempo nos refugiemos Nele.

Em suma, só venceremos todo e qualquer sentimento e pensamento depressivo quando conseguirmos olhar as circunstâncias que nos rodeiam com os olhos de Deus.

terça-feira, 4 de julho de 2017

Mais de 200 cristãos são presos por adorar a Deus em suas próprias casas, na Eritreia

Uma importante instituição de caridade cristã que luta pelos direitos humanos na África disse que os cristãos estão enfrentando mais uma forte repressão na Eritreia. O país do leste africano tem um governo opressivo, além de apresentar um longo histórico de perseguição das minorias.
Agora, a “Release International” diz que mais de 200 cristãos foram presos durante investidas militares. "A Eritréia hoje é como uma prisão gigante onde a esperança desapareceu e onde a maioria das pessoas tem seus direitos negados. Sem liberdades básicas, dignidade humana e direitos humanos", diz Paul Robinson, CEO da organização.
Paul ainda comenta que esta onda de pressão sobre os crentes é diferente dos ataques de anteriormente. “A Eritréia embarcou em investidas periódicas contra os cristãos. Mas o que torna essa recente diferente é que a maioria está sendo presa por cultuar a Deus em suas casas, em vez de flagrarem estudos ilegais da Bíblia em conjunto ou cultos na igreja”, ressaltou.
Certificado de confirmação
A organização cristã diz que os evangélicos da Eritreia estão sendo abordados pelos oficiais de segurança. Eles são questionados sobre qual religião pertencem. Se alguém disser que é protestante, a polícia de segurança solicita um certificado de confirmação.
“Esse certificado é dado apenas aos membros luteranos, no dia da confirmação. Se eles não podem apresentar o certificado para demonstrar que são luteranos, uma denominação que é sancionada pelo Estado, então eles são presos. Os metodistas, os batistas, os menonitas e os cristãos pentecostais estão em maior risco”, alertou.
Perseguição
A Eritreia alcança o 10º lugar na Lista Mundial da Perseguição 2017. Em 2016, o país ficou na terceira posição, alcançando 89 pontos. Muitos cristãos morreram enquanto tentavam fugir do país. Isso explica a queda de sete posições na lista.
O governo tem medo tanto da ação do islã radical quanto do evangelismo cristão, por isso interrompeu os projetos e a ajuda das ONGs internacionais que estavam atuando no país. O governo também restringiu a entrada de trabalhadores cristãos estrangeiros.

FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DO CHRISTIAN TODAY

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Evangélicos apoiam vítimas de incêndio em Portugal: "Choramos com os que choram"

Pelo menos 62 pessoas morreram em Portugal depois de "um incêndio quase incontrolável", que começou no último sábado (17). Dezenas de casas foram destruídas em Pedrogão Grande, uma região montanhosa no centro do país.
Esta é a "pior tragédia humana desse tipo em Portugal", disse o primeiro-ministro Antonio Costa. O país decretou três dias de luto nacional. Dezenas de pessoas ficaram feridas, enquanto fugiam do "cenário de destruição", de acordo com testemunhas. Muitos dos sobreviventes foram encontrados em "um estado de choque", depois de perder familiares e amigos.

Muitos morreram enquanto tentavam escapar das chamas. 30 corpos foram encontrados dentro de carros e outros 17 corpos ao lado de veículos. Cerca de 1.600 bombeiros trabalham para controlar as chamas, que têm avançado para a região da cidade de Góis, onde a situação é considerada preocupante.

Sobreviventes: "Havia um estranho silêncio"
Uma mulher que conseguiu fugir com segurança, disse à emissora de TV portuguesa 'RTP': "Todos os carros estavam queimando de repente, incluindo o nosso. Meu marido e eu já sabíamos que estávamos nas mãos de Deus. De alguma forma conseguimos abrir a porta [de casa] e atravessar os pinheiros caídos".

Outro sobrevivente disse à BBC: "Depois que o fogo passou, pensamos que ainda estaria tudo claro, mas já estava escuro. Havia uma estranha camada de fumaça sobre os olhos de todos. Você poderia ouvir as câmaras de gás explodindo, ver os flashes azuis desaparecendo. Havia também um estranho silêncio. (...) Eu não tenho vergonha de dizer: 'estava orando, todos nós estávamos orando. Eu não sou religioso, mas naquele momento, não havia mais nada a fazer".

Evangélicos: "Orem! A dor inundou o país"
A Aliança Evangélica Portuguesa tem se mobilizado para ajudar os feridos, desabrigados e pessoas que perderam entes queridos no incêndio.

"A tragédia de Pedrogão Grande está agitando o país. Castanheira de Pêra, Figueiró dos Vinhos, Ansião e Lousã são outros lugares onde a dor e sofrimento estão inundando nesta hora de tristeza ", analisou a Aliança Evangélica Portuguesa (AEP) no domingo.

"Nós choramos com aqueles que choram. Oramos pelas famílias que perderam membros, oramos pelos feridos e pelas famílias que estão com seus parentes no hospital. Oramos pelos grupos de resgate, bombeiros e agentes de proteção civil, bem como por todos os voluntários que agora estão colaborando com todas as suas forças ", disse a organização evangélica.

A AEP pediu a todos os cristãos do país que orem e "se disponibilizem para ajudar no que for necessário". A organização também informou que vários voluntários já se prontificaram e estão "a caminho para apoiar o trabalho das igrejas evangélicas locais", que recebem desabrigados.
As comunidades evangélicas em todo o país "realizaram momentos especiais, manifestando sua solidariedade e apoio de diferentes maneiras".

As igrejas têm coletado doações para enviar às regiões afetadas. Além disso, a Aliança Evangélica Portuguesa disse que está coletando "doações em dinheiro que serão entregues no início de julho para atender às necessidades das igrejas e comunidades na região de Pedrogão Grande".

FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DO EVANGELICAL FOCUS


segunda-feira, 19 de junho de 2017

Como odre na fumaça

“Pois estou como odre na fumaça; contudo não me esqueço dos teus estatutos” Sl 119:83.

Odres são vasilhas feitas de couro de animal, geralmente pele de cabra ou ovelha e são muito utilizados pelos orientais para armazenarem água, vinho, leite e azeite. Quando se tornam velhos e perdem sua elasticidade, os odres são pendurados nos telhados ou paredes das humildes casas desses camponeses e, quando o fogo é acesso nessas casas, por falta de chaminés, o ambiente se enche de fumaça, que envolve os odres, tornando-os escuros, encolhidos e ressecados. Depois de secos, só servem para a confecção de sandálias, cintos, e bolsas, não mais sendo possível a sua utilização para o armazenamento de alimentos.

Aqui Davi sentia seu corpo encolhido e ressecado pela fumaça dos longos anos de vida, o cansaço natural da idade, as sequelas das batalhas, os traumas e lembranças amargas experimentadas ao longo de sua vida. Sentia-se inútil, incapaz de externar alegria, consolo, conforto, ou qualquer sentimento virtuoso a alguém – comparava-se a um odre encolhido e ressecado.

Relutante em se entregar a esse sentimento declarou que ainda trazia em suas lembranças as palavras, promessas e estatutos de Deus; que ainda se deleitava e encontrava refrigério nesses decretos. Em outras palavras, ele reafirmava que a despeito do momento que vivia, era portador da confiança, da esperança e da vida que flui dos decretos divinos.

Odres possuem utilidade única – armazenar líquidos. Da mesma forma somos nós, criados por Deus com o proposito de carregar o leite (alimento), o vinho (alegria), o óleo (cura) e a agua (Palavra de vida).

Que a fumaça dos problemas, decepções e até frustrações que experimentamos ao longo da estrada não tire de nós a fé, o amor e esperança naquele que nos fez para espalharmos vida abundante a todo aquele que nos rodeia.


sexta-feira, 9 de junho de 2017

Quem é você? Um corvo ou um pombo?


“Ao cabo de quarenta dias, abriu Noé a janela que havia feito na arca; soltou um CORVO que, saindo, ia e voltava até que as águas se secaram de sobre a terra. Depois soltou uma POMBA, para ver se as águas tinham minguado de sobre a face da terra; mas a pomba não achou onde pousar a planta do pé, e voltou a ele para a arca; porque as águas ainda estavam sobre a face de toda a terra; e Noé, estendendo a mão, tomou-a e a recolheu consigo na arca. Esperou ainda outros sete dias, e tornou a soltar a pomba fora da arca. A tardinha a pomba voltou para ele, e eis no seu bico uma folha verde de oliveira; assim soube Noé que as águas tinham minguado de sobre a terra. Então esperou ainda outros sete dias, e soltou a pomba; e esta não tornou mais a ele”.  Gênesis 8:6-12  

Após o advento do dilúvio, Noé e todos aqueles que se encontravam no interior da arca nutriam expectativas quanto ao futuro. Qual seria o cenário que encontrariam do lado de fora da embarcação – devastação, caos, desordem, algum sinal de vida, de esperança ou futuro?

Do interior da arca Noé lança mão dos recursos que dispõe para investigar a situação que os cerca e assim definir as próximas ações em busca de um novo começo. Em seus domínios dispõem de um CORVO e de um POMBO, ambos, aves usados desde os primórdios como aves mensageiras em muitas situações e circunstâncias. No entanto, as semelhanças entre essas aves terminam aí.

CORVOS são aves de rapina, geralmente agressivos, que se alimentam principalmente do que é morto, do que é podre, de carniça e todo tipo de lixo. São tidos como símbolo de desgraça, mau presságio e morte.

Os POMBOS são essencialmente herbívoros, geralmente dóceis e de boa convivência com o homem e simbolizam paz, fartura e esperança.

Não foi equivocada a escolha de Noé em enviar primeiro um CORVO e só depois uma pomba para avaliar o estado da Terra pós-dilúvio. Ele esperava um cenário de destruição, onde muitos cadáveres estariam boiando nas águas e só depois algum indício de terra seca onde a Arca pudesse pousar.

Da mesma forma, nós podemos agir como corvos ou pombos. Indubitavelmente transmitimos adiante aquilo que nos alimenta. Se for a reclamação, a murmuração, o ódio, a mágoa e o ressentimento, exalaremos o hálito fétido da ingratidão, da violência, da revolta e desamor. Nosso “modo operandis” será sempre a fofoca, a contenda, a inconveniência deliberada nas nossas relações e a sensação de completo abandono e rejeição.

Se apreciarmos o que é puro, honesto, belo e de valor, seremos agentes da beleza, da paz, do amor, da esperança e da cura. O nosso proceder trará consolo, conforto, quietude na alma e abrirá caminhos de fé, coragem e virtudes.

Quem é você? Um corvo ou um pombo? Você se alimenta do que? Você transmite o que?


sexta-feira, 2 de junho de 2017

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Passando pelo Vale das lágrimas

“Bem-aventurado o homem cuja força está em ti, em cujo coração estão os caminhos aplanados. Que, passando pelo vale de Baca, faz dele uma fonte; a chuva também enche os tanques. Vão indo de força em força; cada um deles em Sião aparece perante Deus”. 
                          Salmos 84:5-7

O Vale de Baca citado nesse texto era passagem obrigatória a todo peregrino que periodicamente subia ao Templo em Jerusalém para adorar e sacrificar a Deus. Todos aqueles que desejavam chegar a Sião, invariavelmente, teriam que atravessar o árido e pedregoso vale.

Baca era conhecido por “Vale das lágrimas”, não por sua aridez ou infortúnio, mas pelos bálsamos ali existentes que “choravam”, ou seja, destilavam um líquido com aroma muito agradável que tinha propriedades medicinais e era um calmante natural.

Por ser de grande extensão, muitas vezes, os peregrinos cavavam poços para obtenção de água, caso contrário nem eles nem os animais suportariam atravessar esse deserto. Às vezes, muitos dos que atravessavam esse vale não tinham tanto trabalho assim - encontravam os poços cavados e cheios pelas águas da chuva.

Muitas vezes passamos por esse vale; alguns com mais frequência do que outros. Alguns necessitam empreender muito esforço para cavar poços e sobreviver, outros desfrutarão em Baca do esforço que outros fizeram - encontram poços já cavados e cheios pela água da chuva.

Nesse vale também há poços cavados e vazios que se enchem de lágrimas. Nessas lágrimas há perfume e calmaria que nos revigora, traz cura, nos forja a exercer a paciência e perseverança. Nos faz mais fortes e sábios, capacitados em meio a escassez dessa estação a encontrar sustento e refrigério.

Afinal, quem deseja chegar a Sião sabe que o “vale das lágrimas”, num futuro bem próximo, se tornará apenas lembranças de um caminho longo e recompensador.

Deus vos aguarda em Sião!!!


quarta-feira, 24 de maio de 2017

segunda-feira, 22 de maio de 2017

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Comemoração do Jubileu de Jerusalém

“E cairão ao fio da espada, e para todas as nações serão levados cativos; e Jerusalém será pisada pelos gentios, até que os tempos dos gentios se completem”. 
                   Lucas 21:24

Há 50 anos Jerusalém deixou de ser "pisada pelos gentios".

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Como vivem os cristãos na Índia

“Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome.” Mateus 24:9
Há anos que a violência vem aumentando consideravelmente no país; a intenção dos extremistas religiosos é que a nação seja hinduinizada

Índia está em 15º lugar na atual Lista Mundial da Perseguição, classificando-se como um dos países onde é mais perigoso seguir a Cristo. A violência contra os cristãos aumentou consideravelmente e a igreja tem sido alvo, principalmente, de extremistas hindus. O hinduísmo é defendido pelo governo, por isso as atividades nas igrejas são constantemente vigiadas. Há inclusive leis que proíbem os indianos de se converterem ao cristianismo
Entre os incidentes mais comuns estão: ataques às casas dos fiéis, líderes cristãos perseguidos, ameaçados, violentados e até mortos. Esses crimes estão acontecendo com mais frequência, nos últimos anos, por causa da impunidade judicial. Só no período das comemorações de Páscoa, cinco igrejas, em cinco estados diferentes, foram alvo de extremistas. Muitos cultos foram interrompidos, cristãos e líderes levados à delegacia, houve ameaças e até agressão física. Mas apesar de tantos obstáculos, a igreja continua crescendo.
Quase todos os cristãos indianos são perseguidos, mas os ex-hindus são mais pressionados por que tanto a família quanto a comunidade tentam forçá-los a retornar à antiga religião. Um processo de hinduinização está sendo plantado no país, por isso as minorias religiosas ficam ainda mais vulneráveis. A intenção dos extremistas religiosos é que a nação seja completamente hindu e eles investem muito nisso. O número de incidentes aumenta a cada ano, o que parece ser apenas a ponta do iceberg, já que a maioria dos casos não é oficialmente registrado. Essa tendência é perigosa para a igreja no país, que necessita muito de orações.


sexta-feira, 5 de maio de 2017

Trump se oferece para facilitar paz entre Israel e Palestina

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se ofereceu nesta quarta-feira para ser um “facilitador” para um acordo de paz entre israelenses e palestinos que, a seu julgamento, não pode ser “imposto” por seu país e deve ser negociado diretamente entre as partes.
Em uma declaração conjunta na Casa Branca com o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, Trump se disse “comprometido” a trabalhar com os dois lados para tentar selar esse acordo de paz.
“Farei tudo o que for necessário para facilitar um acordo, para intermediar ou arbitrar qualquer coisa que eles queiram fazer. E vamos conseguir”, declarou Trump.
Segundo o presidente americano, ao longo de sua vida “sempre” escutou que “talvez o acordo mais difícil” de ser alcançado é um de paz entre israelenses e palestinos.
“Vamos ver se podemos mostrar que estão equivocados”, disse Trump olhando para diretamente para Abbas, que acenou com a cabeça mostrando concordar.
Trump evitou entrar hoje em detalhes sobre quais são as condições que ele considera que devem haver para tornar possível a paz.
Em fevereiro, ele recebeu na Casa Branca o premiê de Israel, Benjamin Netanyahu, e então se desvinculou da política de seus três antecessores ao pôr em dúvida que a paz deva incluir a criação de um Estado palestino, mediante a chamada “solução de dois Estados”.
Hoje, Trump comentou que não haverá “uma paz duradoura a menos que os líderes palestinos falem com uma só voz contra a incitação à violência e ao ódio”. Além disso, destacou que a paz significa também “derrotar” o grupo terrorista Estado Islâmico (EI) e outros jihadistas.
Fonte: EFE


sábado, 29 de abril de 2017

O livro “A cabana” é um livro cristão? O Deus que é descrito nele é o mesmo Deus da Bíblia?

O livro A Cabana, de William P. Young, obteve alguns feitos inéditos. Ele já ultrapassa os 10 milhões de cópias vendidas, já foi traduzido para mais de 30 línguas e inspirou a produção cinematográfica de Hollywood. Até o momento a obra é considerada um dos maiores best-sellers de todos os tempos, o que trouxe enorme popularidade para o seu autor.
A história do livro pode ser classificada como teodiceia narrativa, ou seja, uma tentativa de explicar o conflito entre a presença do mal no universo e o caráter bondoso de Deus. Em termos gerais o enredo diz respeito a um pai dedicado, Mack, que durante um acampamento da família teve uma de suas filhas sequestrada e brutalmente assassinada. O crime aconteceu em uma Cabana próxima ao acampamento. Anos depois, Mack recebe um convite pelo correio para que ele retorne à Cabana onde sua filha havia sido morta. O convite é assinado por “Papa”, que era o nome que sua esposa usava para se referir a Deus.
Ao chegar à Cabana, Mack encontra as Pessoas da Santa Trindade. Deus Pai é chamado “Papa” e aparece na forma de uma senhora negra muito bondosa. Deus Filho é Jesus, um carpinteiro judeu muito simpático e o Espírito Santo é representado por uma senhora asiática chamada Sarayu. A história se desenrola por meio de vários diálogos entre Mack e as Pessoas da Trindade que se revelam determinadas a afirmar a bondade e a condição completamente redimida da humanidade.Diferente do que possa parecer, a história da Cabana não é apenas uma ficção nem um drama literário. Na verdade, trata-se de uma obra teológica que apresenta uma caricatura distorcida do próprio Deus. A perspectiva doutrinária do seu autor é revelada especialmente através dos diálogos entre Mack e as Pessoas da Trindade. O problema é que essa perspectiva é totalmente estranha aos ensinamentos bíblicos e isso pode ser visto por meio desses tópicos a serem analisados.
1. Conflito entre o Amor e a Justiça de Deus – De acordo com o autor dessa obra, amor e justiça são antagônicos e que não podem ser reconciliados. Na Cabana, Mack aprende que Deus nunca julga as pessoas por seus pecados porque ele é limitado pelo seu amor. No entanto, a Bíblia declara que Deus é amor e ao mesmo tempo justiça. Se negarmos a justiça de Deus jamais compreenderemos a razão pela qual Ele enviou o seu Filho para morrer na cruz para redimir pecadores.
2. Doutrina da Salvação Universal – Mack aprende na Cabana que Deus perdoa toda a humanidade, independente do arrependimento e da fé que eles deveriam ter em Jesus. Essa é a crença de que “todo caminho leva a Deus” e que Jesus é o mesmo para todos, quer eles o conheçam como Buda ou Alá. Nessa obra Young defende que não há necessidade de nenhuma fé ou reconciliação com Deus, pois todas as pessoas serão salvas.
Todavia, o próprio Jesus, na Bíblia, afirma que ele é o “caminho, a verdade e a vida” e que ninguém vai ao Pai senão por Ele (cf. Jo 14.6). Outro texto que contraria o ensino de Young é Atos 4.12, que afirma não haver salvação em nenhum outro senão em Jesus, pois nenhum outro nome foi dado entre os homens para a salvação. Assim, a ideia de Young se revela contrária às Escrituras.
3. Deus submisso ao ser humano? – No livro, Papa afirma a Mack que até a Trindade é submissa a ele, aos seus desejos e escolhas. Com isso há uma enorme confusão sobre “quem é submisso a quem”?
Qualquer um sabe que submissão, por definição, diz respeito a autoridade. Deus criou o ser humano e o homem não pode ditar normas a Deus. A perspectiva de que Deus é submisso ao ser humano é condenada nas Escrituras como perversidade. Em Isaías 29.16 o Senhor diz: “Que perversidade a vossa! Como se o oleiro fosse igual ao barro, e a obra dissesse do seu artífice: Ele não me fez; e a coisa feita dissesse do seu oleiro: Ele nada sabe”.
4. A Bíblia limita Deus? – Em uma passagem da Cabana seu autor afirma que a Bíblia é uma artimanha humana de reduzir a voz de Deus ao papel. Ali é defendido que “ninguém quer um Deus preso em uma caixa, muito menos em um livro” (p. 66). Dessa forma, a história defende que se quisermos conhecer a Deus deveríamos buscar além da Bíblia. Contudo, o próprio Jesus confiou e usou a Bíblia como revelação de Deus sobre si mesmo. Textos como Lucas 24.44-47 e João 5.39 evidenciam como o Salvador valorizou as Escrituras e como seus seguidores são dependentes dela na vida diária. Além do mais, o apóstolo Paulo afirmou que a Bíblia não é meramente um livro humano, mas ela é a própria Palavra inspirada de Deus (cf. 1Tm 3.14-17).
5. Uma caricatura de Deus – Na Cabana, Young procura de uma maneira criativa, responder satisfatoriamente ao problema do mal. O problema, porém, é que sua proposta consiste no fato de resolver o problema do mal mudando o caráter de Deus. Deus já deu sua resposta ao problema do mal. Deus responde ao problema do mal com o Evangelho, com a cruz com a ressurreição e ascensão de Jesus. Deus designou que o mundo seja julgado por meio de um varão que ele ressuscitou e que retornará (Atos 17.31).
Como obra literária ou cinematográfica, a Cabana pode até empolgar. O problema é que seu conteúdo é extremamente teológico e contrário às Escrituras. Isso pode resultar em confusão para alguns e má orientação para outros.
Além dessas heresias já citadas, essa obra apresenta outras tantas como a apresentação de um Deus Pai que é crucificado junto com o Filho, afirmar que não há hierarquia na Trindade Divina e sim um círculo de unidade, sugerir que estruturas hierárquicas, sejam na igreja ou no governo são ruins, apregoar a não existe de inferno e sofrimento eterno entre outras.

Por essa razão, as palavras de Jesus se fazem altamente relevantes: “Examinai as Escrituras. . .”