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segunda-feira, 19 de junho de 2017

Como odre na fumaça

“Pois estou como odre na fumaça; contudo não me esqueço dos teus estatutos” Sl 119:83.

Odres são vasilhas feitas de couro de animal, geralmente pele de cabra ou ovelha e são muito utilizados pelos orientais para armazenarem água, vinho, leite e azeite. Quando se tornam velhos e perdem sua elasticidade, os odres são pendurados nos telhados ou paredes das humildes casas desses camponeses e, quando o fogo é acesso nessas casas, por falta de chaminés, o ambiente se enche de fumaça, que envolve os odres, tornando-os escuros, encolhidos e ressecados. Depois de secos, só servem para a confecção de sandálias, cintos, e bolsas, não mais sendo possível a sua utilização para o armazenamento de alimentos.

Aqui Davi sentia seu corpo encolhido e ressecado pela fumaça dos longos anos de vida, o cansaço natural da idade, as sequelas das batalhas, os traumas e lembranças amargas experimentadas ao longo de sua vida. Sentia-se inútil, incapaz de externar alegria, consolo, conforto, ou qualquer sentimento virtuoso a alguém – comparava-se a um odre encolhido e ressecado.

Relutante em se entregar a esse sentimento declarou que ainda trazia em suas lembranças as palavras, promessas e estatutos de Deus; que ainda se deleitava e encontrava refrigério nesses decretos. Em outras palavras, ele reafirmava que a despeito do momento que vivia, era portador da confiança, da esperança e da vida que flui dos decretos divinos.

Odres possuem utilidade única – armazenar líquidos. Da mesma forma somos nós, criados por Deus com o proposito de carregar o leite (alimento), o vinho (alegria), o óleo (cura) e a agua (Palavra de vida).

Que a fumaça dos problemas, decepções e até frustrações que experimentamos ao longo da estrada não tire de nós a fé, o amor e esperança naquele que nos fez para espalharmos vida abundante a todo aquele que nos rodeia.


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